sábado, janeiro 14, 2006

 

Top 20 de 2005

O ano passado já lá vai há quase um mês, bem sei!
Mas foi preciso algum tempo para elaborar este top 20 daqueles que foram na minha opinião, os melhores releases de música electrónica de 2005. Não necessáriamente dance-floor oriented...


20 - The Chemical Brothers - Push the button (Virgin)








19 - Adult. - Gimme trouble (Thrill jockey)







18 - Clatterbox - Solar phase E.P. (Z-Bop)








17 - Broadcast - Tender buttons (Warp)








16 - Alpha 606 - Computer controlled (Dopamine)








15 - Roots Manuva - Awfully deep (Big Dada)







14 - The Boards of Canada - The campfire headphase (Warp)








13 - The Egyptian Lover - Party (Egyptian Empire)








12 - Plump Dj´s - Dr. Dub (Finger Lickin´)







11 - Gorillaz - Demon Days (Parlophone)








10 - Tomas Andersson - Washing up (BPitch control)








09 - Detroit Grand Pubahs - Plasticene Gene (Detelefunk)








08 - The Consumer - Financial advisory (Kondi)








07 - Jackson & his Computer Band - Smash (Warp)








06 - Arpanet - Quantum Transposition (Warp)








05 - DMX Krew - The transactional interpertation (Collapse of the wave function volume 5) (Warp)








04 - Juan Atkins - 20 years of Metroplex 1985-2005 (Tresor)









03 - Dynarec - Legendary days (Kondi)








02 - Jamie Lidell - Multiply (Warp)








01 - Aphex Twin - Drukqs (Warp)

domingo, janeiro 08, 2006

 

Sobrevalorização "alternativa"

No dia 9 de Abril de 1994, Kurt Cobain, o último grande ícone da moribunda santíssima trindade do rock (guitarra, bateria e baixo), colocou os canos da sua caçadeira na boca e apertou o gatilho.
Pela altura em que as cinzas do spokesman da "geração X" repousavam em cima do teddy bear de Courtney Love, eu, então com 12 anos, exprimentava aquela que seria a minha primeira catarse musical, por intermédio do álbum que decorridos outros 12 anos, tenho ainda como sendo o mais marcante da minha vida:
O incontornável Nevermind!
Convém salientar, para aqueles que não pertencem cronologicamente à geração de 80, o impacto do movimento que pôs todos os "misfits" da altura a usar camisas de flanela e all-stars encardidos...
À semelhança de alguns dos seus parentes mais directos, como os Joy Division ou os Sonic Youth, os Nirvana irromperam de um segmento do rock, que ainda hoje continuamos a denominar "alternativo".
No entanto, aquilo que demarcou os Nirvana de todos os outros colossos da história do rock, o "pecado" cometido pelo trio de Seattle, foi o de quando em 1991, ao lançarem o seu segundo álbum de originais, terem provocado uma ruptura na indústria discográfica tal, que alterou para sempre a definição de música alternativa ou independente e tornou possível que a mesma fosse assimilada pelo mercado mainstream.
Enquanto bandas como as anteriormante citadas se moviam por meandros mais elitístas e sofisticados, e mantinham (no caso por exemplo dos Velvet Underground), uma relação de grande cumplicidade com o meio artístico do qual eram contemporâneos, os Nirvana tornaram o seu som mais acessível de modo a que milhões de adolescentes suburbanos se podessem identificar com a sua mensagem (algo que o punk nunca conseguiu fazer na totalidade).
Desde então o termo "alternativo" transcendeu a próprio rock/pop, e tem vindo a ser usado e abusado até à exaustão para descrever sonoridades que pouco ou nada trouxeram de novo ao panorama musical dos nossos dias.
Este processo atravessou os anos 90, abrangendo um sem número de estilos musicais e culminou num nose dive colossal nos princípios do novo milénio, quando um excêntrico dj Nova-Iorquino com olho para o negócio decidiu roubar uma idéia do dj Hell, perverter-la ao máximo e registá-la com o nome de electroclash (tm).
Será pertinente hoje em dia, em que a cada 2 segundos há um brand new hype a surgir, continuar a utilizar o termo alternativo só porque estamos desesperados por algo de novo?
Estaremos assim tão imersos na falta de assunto...?

quinta-feira, janeiro 05, 2006

 

Bem vindos ao Venus in Furs

Olá a todos!
Na criação deste blog está sobretudo implícito um desejo meu em divulgar propostas interessantes nos mais diversos âmbitos, a decorrerem no nosso país.
Irei também pontualmente, e sempre que puder ter em primeira mão a experiência das mesmas, facultar o meu ponto de vista sobre elas.
Como não pode deixar de ser, os posts aqui deixados irão reflectir sobretudo as minhas opiniões pessoais. Não quero dizer com isto no entanto, que não esteja aberto a um outro tipo de prespectivas sobre as mesmas.
Nesse sentido, deixo aqui o convite a todos os que gostarem do blog e quiserem ter com ele uma interacção mais aprofundada, de me mandarem o seu feedback sempre que quiserem!
Make yourself at home! ;)

Que as hostilidades começem...

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